Se ao menos uma vez tudo se aquietasse
se se calassem o talvez e o mais ou menos
e o riso à minha volta...
Se o barulho que fazem meus sentidos
não perturbasse mais minha vigília...
Então, num pensamento multifário
poderia eu pensar-te até aos teus limites
e possuir-te (só o tempo de um sorriso)
e oferecer-te a vida inteira, como
um agradecimento.
Pode faltar tudo neste país, menos a emoção da bola rolando nos estádios. O futebol, que hoje é um dos esportes mais populares do mundo, nasceu na Inglaterra em 1863, e logo chegou ao Brasil, em 1894, pelas mãos do paulistano Charles Miller. Chegou elitista, racista e excludente. Era um esporte de brancos, de ricos, praticado em clubes fechados ou em colégios seletos. Mas não demorou para que caísse no gosto popular, misturando o gingado do negro à força do branco. Está formado aí o nosso futebol, responsável pelo reconhecimento do Brasil no exterior, e que tanta alegria e satisfação proporciona aos brasileiros "pentacampeões".
As coisas são como são. Se alguém diz que está calmo, é porque está calmo. Se alguém diz que te ama, é porque te ama. Se alguém diz que não vai poder sair à noite porque precisa estudar, está explicado. Mas a gente não escuta só as palavras: a gente ouve também os sinais.
Ele telefonou na hora que disse que ia ligar, mas estava frio como um iglu. Você falava, falava, e ele quieto, monossilábico. Até que você o coloca contra a parede: "O que é que está havendo?". "Nada, tô na minha, só isso." Só isso???? Aí tem.
Ele telefonou na hora que disse que ia ligar, mas estava exaltado demais. Não parava de tagarelar. Um entusiasmo fora do comum. Você pergunta à queima-roupa: "Que alegria é essa?" "Ué, tô feliz, só isso". Só isso????? Aí tem.
Os tais sinais. Ansiedade fora de hora, mudez estranha, olhar perdido, mudança no jeito de se vestir, olheiras e bocejos de quem dormiu pouco à noite: aí tem. Somos doutoras em traduzir gestos, silêncios e atitudes incomuns. Se ele está calado demais, é porque está pensando na melhor maneira de nos dar uma má notícia. Se está esfuziante demais, é porque andou rolando novidades que você não está sabendo. Se ele está carinhoso demais, é porque não quer que você perceba que está com a cabeça em outra. Se manda flores, é porque está querendo que a gente facilite alguma coisa pra ele. Se vai viajar com os amigos, é porque não nos ama mais. Se parou de fumar, é uma promessa que ele não contou pra você. Enfim, o cara não pode respirar diferente que aí tem.
Às vezes não tem. O cara pode estar calado porque leu um troço que mexeu com ele, ou está falando muito porque o time dele venceu. Pode estar mais carinhoso porque conversou sobre isso na terapia e pode estar mais produzido porque teve um aumento de salário. Por que tudo o que eles fazem tem que ser um recado pra gente?
É uma generalização, mas as mulheres costumam ser mais inseguras que os homens no quesito relacionamento. Qualquer mudança de rota nos deixa em estado de alerta, qualquer outra mulher que cruze o caminho dele pode ser uma concorrente, qualquer rispidez não justificada pode ser um cartão amarelo. O que ele diz importa menos do que sua conduta. Pobres homens. Se não estão babando por nós, se tiram o dia para meditar ou para assistir um jogo de vôlei na tevê sem avisar com duas semanas de antecedência, danou-se: aí tem.
Nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, "Ordem e progresso", de 793 páginas.
Primeiro presidente negro da República da África do Sul, líder do Congresso Nacional Africano (CNA). Símbolo de resitência negra à ocupação branca na África do Sul, onde fora implantado desde 1911, a política de segregação racial chamada apartheid ("separação" em africâner). Entrou para o CNA em 1942, tomando parte, cinco anos depois, da liga jovem do movimento que promovia boicotes, greves, desobediência civil e não cooperação com o regime de discriminação que se tornou oficial após a vitória do Partido Nacional, em 1948. Organizou vários planos na área educacional voltado para os membros mais pobres. Suas atividades contra exploração do trabalho lhe renderam muitos anos de prisão e banimento. Em 1960, o CNA cai na clandestinidade, depois do Massacre de Sharpeville, no qual 67 negros que participavam de uma manifestação foram mortos pela polícia. Nessa época, Mandela forma o grupo de guerrilha Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação"), sendo preso em 62 e condenado a cinco anos de prisão.
“Tenho lutado contra a dominação branca e contra a dominação negra. Tenho acalentado o ideal de uma sociedade livre e democrática, na qual todas as pessoas vivam em harmonia e com oportunidades iguais.É um ideal pelo qual espero viver e que espero alcançar. Mas, se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer"·