domingo, 25 de outubro de 2009

Tati Bernardi


Minha fome é sobrevivência, minha vontade é mecânica, minha beleza é esforço, meu brilho é choro, meus dias são pontes para os dias de verdade que virão quando essa dor acabar, meus segundos são sentidos em milésimos de segundos, o tempo simplesmente não passa.

Juliana Andrade

Meu corpo
Sinto que meus olhos estão pesados...
Sinto hoje o que já senti, e espero ver nas estrelas minha sorte
Sabiamente me perco em ilusões poéticas
E admiro lixos literários sem prepotência.
Às vezes penso em escrever frases, versos, estrofes mentirosas
 
Mas a letra forma meu corpo
E a sede incendeia minhas veias
A ponto de borbulhar o meu sangue e sair por meus poros
E o sol queima dentro da minha boca
E sinto o calor jamais vivido
E selo a certeza do não acontecido
Embora me condene pela minha insatisfação.
(...)